Primeiro ouvi o barulho de vozes de crianças. Era manhã. Levantei-me, fui até a varanda e lá estavam um grupo de maléficas crianças a çoitar o bicho, para o meu espanto um urubu perneta, isso mesmo! Ele não tinha uma perna, o que lhe dava uma aparência horrível, pois já não é muito bonito. Mas não merecia ser maltrado daquela forma, o urubu é um animal especial enviado por Deus para realizar a limpeza do mundo, varrer a terra dos detritos em decomposição e é protegido por lei. Por isso afastei os animais, quer dizer, os garotos e deixei o bicho descansar. Ele estava faminto e morto de sede, estava cansado de fugir daqueles garotos. Esperei os garotos irem embora e fui buscar água para o urubu. Não achando suficiente e pensando que os garotos fossem voltar para importuná-lo, peguei o bicho e coloquei no quintal. Dei água para ele beber e matar sua sede. Se ele não conseguisse mais ir embora, poderia até criá-lo no quintal como bicho de estimação. Ou entregá-lo ao Ibama. Pensei no que eu poderia dar para ele comer… carne moída, eu pensei, mas eu não tinha carne moída em casa, por isso, enquanto fui ao mercado comprar, dei a ele batata doce e ele comeu. Quando voltei com a carne ele nem quis mais carner, pois estava cheio de batatas doces. Uma vez ou outra ele cambaleava, quando queria se apoiar na perna sadia e ficar em posição ereta. Achei que ele tinha perdido a capacidade de voar e só se alimentava nos lixões. Mas como tinha chegado até ali? Bem, deixei-o nos fundos do quintal quietinho. No dia seguinte, contrariando as minhas expectativas, o bicho logo pela manhã, primeiro subiu em cima do muro, depois, se peneirando todo, experimentou o ar, olhou o céu e alçou um longo voo, seguindo o seu destino.

Primeiro romance de McCullers
Primeiro romance da Carson McCullers, escrito quando ela tinha apenas 22 anos, O Coração é um Caçador Solitário (453 págs. Companhia das Letras) foi aclamado pela crítica na época de seu lançamento, em 1940, e hoje é considerado um clássico da literatura americana.
A história se passa numa pequena cidade do Sul dos Estados Unidos, no final dos anos 30, onde os efeitos da Grande Depresssão ainda se fazem sentir nas condições miseráveis e insalubres em que vivem todos os habitantes, sobretudo os negros.
O racismo, a opressão social e a estreiteza de horizontes da provincia não apagam, antes resaltam, os anseios e carências de cada um. O dono de bar Biff Brannon. o mudo John Singer, a adolescente Mick. o médico negro Benedict Copeland, o agitador marxista jake Blount, a par de seus problemas particulares e intransferiveis, vivem o flagelo comum da solidão e da incomunicabilidade.
Nesta narrativa vívida e pungente, McCullers revela os desejos secretos de cada um, suas fraquezas, seus sonhos abortados, sua grandeza frustrada, equilibrando com maestria o retrato social e a investigação psicológica.
Um livro inesquecível.
A romena naturalizada alemã Herta Muller é a ganhadora do prêmio Nobel de Literatura deste ano, desbancando favoritos como o americano Philip Roth, o peruano Mario Vargas Llosa, a canadense Margaret Atwood e a também americana Joyce Carol oates. Herta é a décima quinta mulher a ganhar o pêmio.
Vítima de um regime ditatorial ferrenho em seu país, Muller foi perseguida e proibida de puplicar seus livros no governo do ditador Nicolae Ceaucescu.
Ao receber a notícia de que havia ganho o prêmio, a escritora recebeu com completo espanto a notícia, dizendo que jamais teria imaginado ganhar o Nobel; algumas pessoas em todo o mundo também, pelo nome desconhecido da escritora.
Em sua literatura, repleta de personagens oprimididos, Herta Muller representou bem essa classe de desafortunados, dando vozes a essas pessoas que nunca puderam ser ouvidas.
Kevin Carter (13 de setembro de 1960 – 27 de julho de 1994) foi um premiado fotógrafo jornalístico do Continente Africano e membro do BanKKevin Carter (13 de setembro de 1960 – 27 de julho de 1994) foi um premiado fotógrafo jornalístico do Continente Africano e membro do Bang-Bang Club. Em março de 1993, Carter fez uma viagem para o sul do Sudão. O som de choramingar macio perto da vila de Ayod atraiu Carter a uma criança sudanesa. A menina havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar á um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre espalha-se suas asas. Não fêz. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina. A foto foi vendida ao The New York Times aonde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido. Em 2 de abril de 1994, Nancy Buirski um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prêmio de fotografia. Carter foi premiado com o Prêmio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque. [editar] Suicídio Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Partes da nota de suicídio de Carter dizia: Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… evin Carter (13 de setembro de 1960 – 27 de julho de 1994) foi um premiado fotógrafo jornalístico do Continente Africano e membro do Bang-Bang Club. Em março de 1993, Carter fez uma viagem para o sul do Sudão. O som de choramingar macio perto da vila de Ayod atraiu Carter a uma criança sudanesa. A menina havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar á um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre espalha-se suas asas. Não fêz. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina. A foto foi vendida ao The New York Times aonde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido. Em 2 de abril de 1994, Nancy Buirski um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prêmio de fotografia. Carter foi premiado com o Prêmio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque. [editar] Suicídio Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Partes da nota de suicídio de Carter dizia: Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… g-Bang Club. Em março de 1993, Carter fez uma viagem para o sul do Sudão. O som de choramingar macio perto da vila de Ayod atraiu Carter a uma criança sudanesa. A menina havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar á um centro de alimentação, onde um abutre tinha aterrado próximo. Ele disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre espalha-se suas asas. Não fêz. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina. A foto foi vendida ao The New York Times aonde apareceu pela primeira vez em 26 de março de 1993. Praticamente durante a noite toda centenas de pessoas contactaram o jornal para perguntar se a criança tinha sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a menina tinha força suficiente para fugir do abutre, mas que o seu destino final era desconhecido. Em 2 de abril de 1994, Nancy Buirski um editor estrangeiro de fotografias do New York Times, telefonou para Carter para informar que ele tinha ganho o mais cobiçado prêmio de fotografia. Carter foi premiado com o Prêmio Pulitzer por Recurso Fotográfico em 23 de maio de 1994 na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque. [editar] Suicídio Em 27 de julho de 1994 levou seu carro até um local da sua infância e suicidou-se utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escape para dentro de seu carro. Ele morreu envenenado por monóxido de carbono aos 33 anos de idade. Partes da nota de suicídio de Carter dizia: Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos…
A famosa foto do sul-africano Kevin Carter, que o levou à glória momentânea em 1994, também o levaria ao suicídio.